sábado, 16 de novembro de 2013

PINTURA RUPESTRE: A COMUNICAÇÃO NAS CAVERNAS II






"Foto tirada por Luiz Carlos M. Cardoso, Sítio Catuaba".

Quando o Homem passa a viver em sociedade a comunicação torna-se essencial. Um dos primeiros tipos de arte, usada para comunicar, fora as lendárias “Pinturas Rupestres”. O ser humano passa a se expressar através das gravuras deixadas nas rochas. Representa o cotidiano: as danças, guerras, caçadas, objetos, animais; ou grafismos. Descobrem-se meios de adquirir cores variadas e métodos novos de fabricação. Essa evolução, lenta e gradual, nos levou a categoria mais alta dentre a cadeia terrestre.

François de Belleforest, em 1575, publicou suas observações feitas na gruta de Rouffignac, na França. Conferiram tais artes aos camponeses, aos pastores e também aos Jesuítas. O primeiro a atribuir essa arte aos povos primitivos fora Marcelino Sanz de Sautuola, no ano de 1868, na cidade Cântabro de Santillana del Mar, na Espanha, na Gruta de Altamira. Na ocasião, sua filha Maria, então com oito anos, descobriu ao adentrar numa ala da caverna, várias pinturas. O pai juntamente com a filha procurava peças Pré-Históricas no local. Sua autenticidade, contudo, só foi reconhecida em 1902. Marcelino morreu antes de ver suas teorias aceitas. As gravuras de Altamira são datadas de 14.000 anos.

No Brasil estão catalogados cerca de 800 sítios históricos com pinturas rupestres. Ainda existe a possibilidade de novas descobertas. Muitos dos sítios, hoje, estão deteriorados pela ação predatória do homem. Os mais importantes (por receber maior atenção) destacam-se a região do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, de Lagoa Santa e Peruaçu, em Minas Gerais, e da Pedra Pintada, no Pará. No município de Paramirim, na Bahia, apenas aqueles que eu tenho conhecimento são sete sítios rupestres, porém, sabe-se que a quantidade é muito maior. A idade das pinturas rupestres do Brasil encontram-se entre a faixa de 10.000 a 2.000 anos.

As pinturas rupestres são classificadas de acordo os “Estilos” e “Tradições”. As mais difundidas são duas: a "Nordeste" e a "Agreste". A Tradição Nordeste: pinturas entre 15.000 a 6.000 anos. A Agreste: de 6.000 a 2.000. Na primeira, os desenhos representavam cenas do cotidiano, mostra movimento. Nessa encontram muitas pinturas de animais, pessoas e grafismos. A segunda representa o contrario da primeira, são desenhos sem ação. Os Estilos e as Tradições são utilizados para marcar cada etnia de acordo as pinturas criadas. As “tradições”, às vezes, pode ser dividido em sub-tradições de acordo aos estilos usados dentro dessa mesma tradição tendo algumas diferenças de uma para outra.

As cores eram adquiridas a partir dos minerais: hematita, carvão e tabatinga (um tipo de argila branca), usavam gorduras e sangue de animais para melhor fixar. Pitavam com os dedos, ou usava uma forma rústica de pincel de pelo ou pena, ou almofadas feitas de musgo ou folhas.

Sabe-se pouco sobre esses artistas Pré-Históricos. Não conseguem ligar esses homens com os índios atuais, se é que exista uma ligação.

As pinturas revelam a evolução desses grupos étnicos, gradativamente houve uma mudança no modo de pintar. Representavam o cotidiano, suas indagações, sonhos e desejos. Não dar para saber exatamente o que elas expressavam para aqueles grupos, pois nos dias atuais quase nada se sabe daquela época. Há muitas diferenças de um Sítio Rupestres para outro, contudo podem-se encontrar pinturas iguais ou semelhantes em tais. As pinturas podem ser encontradas ao ar livre, debaixo de rochedos, leitos de rios ou em cavernas. Não existe uma diferença dos homens (em termo do aparelho humano) donos dessas artes com o povo de agora, o que aconteceu foi um acumulo de conhecimentos. Escolho Sócrates, que vivera a mais de dois mil anos, e comparo com a população atual. Um homem privado do saber que temos hoje foi responsável pelo inicio desse próprio conceito. Pegar sua obra e compará-la a tudo que existe na sociedade, ainda assim, ele paira triunfante no topo da escala.

As Pinturas Rupestres representam o nosso passado, pena que poucos dão importância. Nossos sítios rupestres estão sendo degradados pela brutalidade e incompreensão dos descendentes desses artistas.


Pesquisa feita na internet.

Preservação já!!!

Luiz Carlos M. Cardoso

Fonte: www.focadoemvoce.com
Pintura Rupestre
Caverna (Gruta)

Durante a época glacial, os homens pré-históricos encontraram refúgio nas grutas e nelas plasmaram sua incipiente inquietação artística, de que constituem brilhantes testemunhos as pinturas rupestres das grutas de Altamira, na Espanha.

Gruta ou caverna é toda cavidade profunda provocada na rocha por fenômenos naturais. Mede desde poucos metros a vários quilômetros de comprimento e apresenta formas irregulares, numa direção mais ou menos definida. Algumas grutas se apresentam como corredores estreitos, que se abrem em imensos salões, e outras formam poços verticais que podem atingir grande profundidade.

Podem formar-se grutas em qualquer tipo de rocha -- mármore, calcário, quartzito e arenito --, desde que haja espaço para que circule a água. A circulação da água aumenta esses espaços pela remoção de partículas ou pela dissolução química das rochas. As grutas mais extraordinárias pelo tamanho e beleza resultam do processo de dissolução de rochas calcárias por águas subterrâneas carregadas de ácido carbônico. Algumas grutas são de origem vulcânica e formaram-se quando uma corrente de lava muito liquefeita perfurou outra porção que se estava resfriando, quase sólida. Dá-se o nome de espeleologia à ciência que tem por finalidade o estudo das grutas.

Estalactites e estalagmites. No teto das grutas há um constante gotejar de água saturada de bicarbonato de cálcio. Em conseqüência da evaporação de cada gota d'água, precipita-se o carbonato de cálcio que, com alguma sílica, argila e outras substâncias, fica suspenso, primeiro do teto, depois do extremo inferior da crosta que se vai formando e logo adquire feitio cônico ou cilíndrico. O restante de cada gota cai ao solo e, no pequeno charco formado, precipitam-se os sais que excedem o limite de saturação, que vão constituindo outra crosta em forma de cogumelo e, mais tarde, de cilindro.

À crosta pendente do teto dá-se o nome de estalactite; a que se eleva do piso da gruta chama-se estalagmite. Depois de alguns anos ambas se juntam, formando uma coluna. Quando a água é rica em sais de ferro, cobre e outros materiais que lhe dão cor viva, as estalactites e estalagmites apresentam variado e belo colorido, mas em geral sua cor é branca pardacenta ou ligeiramente castanha.

Formas de vida. A profunda escuridão do interior das grutas e as condições climáticas estáveis favorecem numerosas formas de vida animal, bem como de plantas e microrganismos. Ali se desenvolvem espécies que não têm olhos nem pigmentação, propriedades desnecessárias à sobrevivência subterrânea. A salamandra européia, Proteus anguinus, e o peixe de gruta, Amblyopsis spelaea, da caverna Mammoth, nos Estados Unidos, são os trogloditas (habitantes de cavernas) mais conhecidos, mas há muitos outros casos de adaptação à vida nas grutas entre aranhas, insetos e ordens inferiores.

Grutas famosas. A gruta de Fingal, na ilha de Staffa, perto da Escócia, tem o nome de um herói lendário. Lavrada pelo mar, em seus pontos mais profundos continua a ouvir-se o marulho entre os pilares de basalto de cerca de 11m de altura. A gruta Mammoth, de Kentucky, Estados Unidos, é das mais visitadas do país e constitui um dos sistemas de cavernas maiores e mais complexos que se conhecem. Já teve mais de 240km de galerias exploradas.

A gruta de Cachuamilpa, perto de Cuernavaca, é provavelmente a maior do México. Somente um de seus salões mede mais de 1.600m de comprimento por quarenta de altura em média. Outras grutas ficaram famosas por sua contribuição ao estudo da origem do homem. As descobertas de fósseis em Skerfontein e outras grutas africanas levam a crer que o homem se originou naquele continente. Espécies mais adiantadas foram descobertas em grutas da China.

O homem de Neandertal foi encontrado numa gruta alemã. Seu sucessor, o homem de Cro-Magnon, deixou como lembrança algumas notáveis pinturas rupestres que representam figuras humanas e de animais da época. Essas pinturas foram encontradas em sítios hoje célebres, como as cavernas de Altamira, na Espanha, e Lascaux, na França. Desde o paleolítico, o homem continuou a utilizar grutas como templos, fortalezas e santuários, do mesmo modo que como abrigos.

Grutas brasileiras. No Brasil, conhecem-se numerosas grutas calcárias. Dentre as mais famosas estão as de Bom Jesus da Lapa, na Bahia, e as de Maquiné e Lapinha, na bacia do rio das Velhas, em Minas Gerais. Nessa última região ocorrem centenas de grutas, em muitas das quais encontraram-se ossadas humanas e de animais fósseis. As da Lagoa Santa foram exploradas exaustivamente por Peter Lund, em meados do século XIX.

Pitorescas grutas calcárias encontram-se na região paulista de Iporanga. As mais conhecidas são Arataca e Monjolinho, esta uma magnífica caverna seca à qual se chega por uma abertura de cinco metros de largura por três de altura que conduz a um verdadeiro labirinto de salas revestidas de estalactites e estalagmites.

Ricardo Krone, um dos pioneiros na exploração das grutas da região, assim se referiu a respeito de uma das grandes salas da caverna, de quarenta metros de comprimento por vinte de largura: "Não é a conformação gigantesca, de colunas colossais, que produz o belo efeito: é a grandiosa variedade e multiplicidade de formas e figuras bizarras. Cortinas de quase um metro de largura e de três metros de altura, com apenas cinco a seis milímetros de espessura, guarnecem e escondem os paredões de um dos cantos da majestosa sala." Em outra sala pode-se observar uma enorme coluna de 8,5m de circunferência na base, conhecida como o Gigante do Monjolinho. As grutas da região de Iporanga contêm ossadas de animais fósseis e em algumas vivem peixes cegos.

Fonte: www.coladaweb.com

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