As pinturas rupestres foram feitas em rochedos e paredes de cavernas durante a pré-história, período que antecedeu a escrita. Nesta época, o homem era nômade e alimentava-se de frutos, peixes e pequenos animais. Por causa da falta de documentos históricos, a pré-história é muito estudada por arqueólogos, antropólogos e historiadores.
Essas pinturas podem ser divididas em três grupos: zoomórfico (representação de animais), o antropomórfico (figuras humanas e suas diversas formas) e os símbolos (constituído por desenhos sem sentido).
Mesmo há 7 mil anos, as cores já eram utilizadas nesses desenhos. O homem raspava alguns minérios para obter o pó colorido e misturar com cera de abelha ou resina de árvore. Além disso, as análises de pigmentos mostraram a utilização de carvão (restos das fogueiras) com saliva, óleos vegetais e até mesmo sangue.
Mesmo há 7 mil anos, as cores já eram utilizadas nesses desenhos. O homem raspava alguns minérios para obter o pó colorido e misturar com cera de abelha ou resina de árvore. Além disso, as análises de pigmentos mostraram a utilização de carvão (restos das fogueiras) com saliva, óleos vegetais e até mesmo sangue.
Segundo historiadores, a maioria dessas pinturas era feita por caçadores, que reproduziam a natureza, as mulheres e determinados animais que gostariam de caçar. Eles também acreditavam que poderiam matar um animal que fosse desenhado ferido mortalmente em uma caverna.
Fonte: www.acrilex.com.br
Pintura Rupestre
A arte rupestre pré-histórica
A discussão do valor como "arte" dos registros rupestres pré-históricos tem sido objeto de polêmicas entre arqueólogos e historiadores da arte. A base dessa discussão reside na procura de respostas diferentes às mensagens que as pinturas e gravuras rupestres proporcionam. O arqueólogo não poderá ignorar os registros rupestres na sua dimensão estética, considerando-se a habilidade manual e o poder de abstração e de invenção que levaram o homem a usar recursos técnicos e operativos nas representações pictóricas pré-históricas. Mas, para o arqueólogo, o registro rupestre é sobretudo, parte do contexto arqueológico ao qual se integra como forma de identificar o grupo étnico que o realizara.
O termo "registro rupestre", definição que tenta substituir entre os arqueólogos a consagrada expressão "arte rupestre", pretende liberar da conotação puramente estética algo que, seguramente, é a primeira manifestação artística do homem, ao menos em grandes áreas geográficas onde a arte móvel em pedra e osso não aparece anteriormente às gravuras e pinturas rupestres.
Nicho Policrômico - Toca do Boqueirão da Pedra Furada - Serra da Capivara - PI
O descobrimento do fogo e as técnicas para conservá-lo significaram a conquista de terras de clima frio e a possibilidade de se afastar perigos e medos da noite, aumentando-se, assim, a capacidade humana de abstração nas longas horas em torno do fogo, quando surgem conseqüentemente a palavra e a arte. A concepção materialista, que considera a origem da arte a partir da técnica, já fora formulada no século XIX, em oposição à teoria idealista na qual a tendência artística no ser humano não depende das limitações da matéria e dos instrumentos. A capacidade de contar também leva o homem a fazer riscos nas pedras e nas paredes rochosas numa fase pré-estética. Johann Winkelmann na sua clássica obra "História da Arte na Antigüidade", escrita em 1763, afirmara que as artes que dependem do desenho começaram pelo utilitário para passar depois ao supérfluo, comentário que também é válido para reflexão sobre as origens da arte pré-histórica. Na longa noite da arte, a lasca de pedra e o galho da árvore, ou a própria mão nua, foram o instrumento lúdico de atividade manual para satisfazer a natural tendência humana para o grafismo.
Os registros rupestres são, sem dúvida, uma fonte inesgotável de informações antropológicas e podem e devem ser estudados sob vários aspectos, o etnológico, o estatístico, o cronológico ou como formas de apresentação e de comunicação e também como processo de desenvolvimento artístico e das faculdades estéticas humanas. A análise múltipla do registro rupestre nos proporcionará respostas também múltiplas, de grande valor para o conhecimento da sociedade pré-histórica que o realizou.
Precisamos pesquisar nas áreas arqueológicas, com alta concentração de registros rupestres, para que possamos falar da arte rupestre deste ou daquele grupo, que viveu em determinado período de determinada área, em determinadas condições de sobrevivência, configurando-se, assim, a "história" de um grupo humano nos seus diferentes aspectos ecológicos, nos quais entrarão, também, os espirituais e estéticos, caso o registro arqueológico nos permita também chegar ao seu mundo simbólico
Sítio : Xique-Xique I - Carnaúba dos Dantas - Seridó - RN
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